Para bom jogador serão bastantes as seguintes regras:
I O bom jogador faz jus à marca Trunfos Platina. É do comum conhecimento que o trunfo se sobrepõe por natureza a qualquer carta de outro naipe, seja qual for a sua espécie, raça ou religião. Não se trata de um exercício de pura de discriminação, mas sim de evocação de princípios da Natureza e de difusão do Ideal de Jogador. O bom jogador zela pela matéria-prima Platina porque conhece a sua nobreza e a escassez da sua origem;
II Prezar o sexo feminino. As Manilhas e Damas serão protegidas e seduzidas através das mais apuradas técnicas de jogo. Se esta regra, por um lado, é aquela que mais facilmente pode ser violada, por outro, é também a que mais sustenta a criatividade dos jogadores e cujas consequências serão mais incertas;
III Jogar com o baralho todo, sem exclusões. Há cartas aparentemente menos úteis que conseguem decidir um jogo na última vaza, tal como existe, para os mais audazes, a liberdade de jogar com cartas extra, como foi em tempos a Ilha do Naipe de Marvila;
IV Desprezar cartas que não são do baralho e que não são jogáveis. Não nos referimos às cartas fracas, mas sim às torpes do ponto de vista qualitativo ou estéreis do ponto de vista astrológico;
V Qualquer bom jogador se pode considerar um cartomante. A arte da futurologia e a oportunidade de uma cartada cultiva-se, será reconhecida pelos parceiros e mesmo pelos adversários. O estatuto de Jogador revela-se desde o astral do indivíduo até à convicção das suas opções.
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