♦ Baralhar e Dar ♦

Com a fundação da Estudantina Universitária de Lisboa foram criados núcleos internos de trabalho, de forma a optimizar tempo e recursos na técnica e execução musical de um instrumento específico.

Desde o início que o naipe das violas se distinguiu dos outros. Os primeiros elementos deste naipe estavam sempre prontos para uma serenata, uma festa, tudo o que envolvesse guitarradas e esse espírito foi sendo transmitido de geração em geração, sendo um requisito obrigatório para quem pretendia pertencer ao naipe.

Passados alguns anos, com a entrada de alguns novos membros, o naipe das violas foi finalmente distinguido como o Naipe de Maravilha (Festival Celta, Braga 98). Durante longos anos, os Maravilhas mantiveram acesa a competição saudável entre os naipes da Estudantina, lutando pelo nome Maravilha e pelo prestígio do seu instrumento.

Porém, o conto de fadas acabaria por chegar ao fim, e o naipe, apesar de ainda existir oficialmente, vai penosamente sucumbindo às várias adversidades. A primeira foi o afastamento de dois membros do comité central, facto que veio empobrecer a veia criativa do grupo. Em segundo lugar, os caloiros nunca deram mostras de poderem substituir essas duas baixas, e quando seria de esperar que dessem a cara os antigos elementos, os refugiados, os independentes e as estrelas, estes não o fizeram e deram a machadada final ao naipe. A certidão de óbito veio com o encerramento do GuestBook, que veio afastar os poucos utilizadores do sítio, infelizes e sobretudo desempregados, que passavam as tardes a traçar o perfil psicológico de José Figueiredo.

No entanto, nem tudo era negro. Desde há algum tempo a esta parte que um trio formidável e bonito de trunfos, um triunfo portanto, mostrava preocupações com o desenrolar das vazas no Naipe (agora não mais do que de Marvila), às quais poderia até acrescentar alguma valia. No entanto, o acesso ao jogo foi-lhes sempre vedado, sem que o comité central alguma vez justificasse esta renúncia.

Chegou a hora de dizer basta! Se no Celta 98 o jogo começou com a criação do Naipe de Marvila, assiste-se a mais uma jogada em 2007. Braga torna-se a Las Vegas dos naipes com a revelação de um naipe à parte, um naipe igualmente restrito e abrangente, um naipe igual a todos os outros e ao mesmo tempo diferente.

Dando sequência a um trabalho que já vinha sendo preparado debaixo da mesa, este trio constituído por Sassi, Margarinas e Calimero decidem ir a jogo e dar-vos TRUNFOS P’laTINA!

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